quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PNAIC - SÍNTESE REFLEXIVA UNIDADE 2


SÍNTESE REFLEXIVA UNIDADE 2

A ORGANIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO E DA ROTINA NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO NA PERPECTIVA DO LETRAMENTO

            Quando comecei a ler a unidade em estudo imediatamente me veio a mente a nítida imagem de um ônibus com a palavra PLANEJAMENTO, escrita em seu itinerário. Segundo o dicionário Aurélio Planejar é: 1. O ato ou efeito de planejar. 2. Trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos determinados. Logo a educação não pode ser concebida sem planejamento uma vez que a mesma é o empreendimento mais importante e complexo dentro de uma estrutura social e política de uma sociedade.   O módulo vem aprimorar a visão de planejamento, lançado dentro de uma perspectiva do letramento discutindo a importância do planejamento para o processo de alfabetização, considerando-o como um processo que visa dar respostas a problemas pelo estabelecimento de fins e meios que apontam para a sua superação.

A organização do trabalho pedagógico precisa envolver um conjunto de procedimentos que, intencionalmente, devem ser planejados para serem executados durante certo período de tempo, tomando como referência as práticas sociais/culturais dos sujeitos envolvidos, suas experiências.

As crianças aprendem, através dessas rotinas, a prever o que fará na escola e a organizar-se. Por outro lado, a existência dessas rotinas possibilita ao professor distribuir com maior facilidade as atividades que ele considera importantes para a construção dos conhecimentos.

            Por meio do planejamento o professor pode organizar, didática e pedagogicamente, o trabalho a ser desenvolvido e o tempo a ser destinado para cada ação, nesse sentido Libâneo (1994) afirma que “O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e problemática do contexto social.” Sendo assim cabe ao planejamento:

§  Tomada de decisão;

§  Resgate de princípios que embasam a prática pedagógica;

§  Organizar ações;

§  Fazer escolhas coerentes;

§  Organizar rotinas;

§  Delimitar objetivos;

§  Saber onde se quer chegar;

§  Saber o que é preciso para ensinar os alunos.

Como profissional da educação não consigo conceber uma aula sem um planejamento, pesquisa e rotina de qualquer conteúdo determinado previamente, pois entrar em sala sem planejamento é quebrar a consciência dos direitos de aprendizagem no ciclo de alfabetização, estabelecendo uma regressão no ensino que proporciona a progressão nas aprendizagens a cada ano. E a rotina de sala de aula é um mecanismo que auxilia a contemplar os vários eixos como objetos de ensino, quando se fala em rotina é preciso que o educador tenha cuidado, pois esse termo não pode ser visto como uma mera repetição de atividades. Em minha pratica cotidiana busco sim ter uma rotina, mas tendo em mente que é primordial diversificar as atividades para melhor atender aos alunos em todos os níveis e os jogos são excelentes meios para auxiliar esse processo, ou alguém conhece alguma criança que não goste de um bom jogo ou uma boa brincadeira? A diferença é que dentro das aulas e do processo “alfaletror” essa ação deve ser dirigida e bem orientada para que realmente os objetivos sejam alcançados, pois os jogos se configuram como atividades lúdicas desenvolvidas como recurso em várias modalidades da atividade pedagógica atrelado à mediação do docente.

A organização do tempo pedagógico pode propiciar que cada eixo de ensino seja contemplado, sendo importante ao professor refletir sobre o que ensina, por que ensina e que tempo (etapa e duração) precisa para ensinar o que ensina. Por meio do planejamento, podemos refletir sobre nossas decisões, considerando as atividades permanentes, as sequências didáticas e os projetos didáticos a serem desenvolvidos, norteados sempre pelas habilidades, possibilidades e conhecimentos prévios dos alunos.

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